segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Crônica: Quem ama não espera

Formavam um casal exemplar. Todos olhavam com orgulho aquele relacionamento cheio de carinho, amor e cumplicidade. Onde um estava era certo encontrar o outro. Assim ficaram por anos, até que pelos percalços da vida, tudo desandou.
Tentaram diversas reconciliações, mas nada dava jeito. Porém, permaneciam juntos, mesmo com muitas traições, falta de companheirismo, brigas. Alguma coisa ainda os unia. Alguém tinha que tomar uma decisão, e ela foi tomada: recomeçar. Um estava disposto a esquecer tudo e ser feliz; o outro sabia que, apesar de tudo, ainda se amavam, porém achava que não daria mais certo.
Ficaram muito tempo nessa enrolação, mas não se largavam. Mas não voltavam ao ser o que era antes. Até que aquele que queria recomeçar quis dar uma solução: ou seria feliz com o amor da sua vida ou iria buscar a felicidade em outro lugar. Nada mais justo, afinal, quem ama não espera. E essa espera já tinha deixado marcas profundas demais.
Dessa vez a decisão estava na mão daquele que tinha medo de voltar, pois achava que não daria certo. O que ele decidiu? A razão? O coração? O medo? A incerteza?
Tempos depois, o sorriso brilha no rosto de cada um. A felicidade é perceptível na fala, nos gestos, enfim, na vida deles. Mas estão juntos? Somente o interior de cada um deles poderá nos dizer.

Felipe Valença dos Santos Corrêa - RJ, 26/01/2009

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