quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Amor X Chuva ou Chuva X Amor: Você escolhe

É final de férias. O sol nervoso, querendo aparecer, mas as nuvens não permitem tal façanha. O ar torna-se abafado e o calor, insuportável. Começou a chover. Aquela chuva que mais esquenta do que refresca. Lá se foram meus planos. Todos os dias, quando resolvo fazer alguma coisa diferente, a chuva vem e me atrapalha. Antes que me perguntem se sou de açúcar, explico que nesse momento é inviável tomar um banho de chuva. Minha saúde ainda não permite tal prazer. E enquanto espero a chuva passar, escrevo, penso, imagino, reflito. Seriam os amores passageiros como a chuva? Ou seria a chuva passageira como os amores?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Crônica: Quem ama não espera

Formavam um casal exemplar. Todos olhavam com orgulho aquele relacionamento cheio de carinho, amor e cumplicidade. Onde um estava era certo encontrar o outro. Assim ficaram por anos, até que pelos percalços da vida, tudo desandou.
Tentaram diversas reconciliações, mas nada dava jeito. Porém, permaneciam juntos, mesmo com muitas traições, falta de companheirismo, brigas. Alguma coisa ainda os unia. Alguém tinha que tomar uma decisão, e ela foi tomada: recomeçar. Um estava disposto a esquecer tudo e ser feliz; o outro sabia que, apesar de tudo, ainda se amavam, porém achava que não daria mais certo.
Ficaram muito tempo nessa enrolação, mas não se largavam. Mas não voltavam ao ser o que era antes. Até que aquele que queria recomeçar quis dar uma solução: ou seria feliz com o amor da sua vida ou iria buscar a felicidade em outro lugar. Nada mais justo, afinal, quem ama não espera. E essa espera já tinha deixado marcas profundas demais.
Dessa vez a decisão estava na mão daquele que tinha medo de voltar, pois achava que não daria certo. O que ele decidiu? A razão? O coração? O medo? A incerteza?
Tempos depois, o sorriso brilha no rosto de cada um. A felicidade é perceptível na fala, nos gestos, enfim, na vida deles. Mas estão juntos? Somente o interior de cada um deles poderá nos dizer.

Felipe Valença dos Santos Corrêa - RJ, 26/01/2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Em trânsito

É engraçado como a vida nos prega surpresas. O mês do ano que mais gosto é janeiro. Nunca soube explicar ao certo o motivo de gostar tanto do primeiro mês do ano, mas é incontestável que ele tem algumas qualidades que nenhum outro tem: a molecada na rua (meninos sem camisa, soltando pipas, e as meninas com suas sensualidades, tendo o verão como pano de fundo); a alegria de ser um mês de férias, pelo menos escolares; e é claro, a esperança de renovação, mesmo sabendo que com a entrada de um novo ano as contas continuam, os problemas também. Janeiro é sempre janeiro. É praia, é sol e chuva, é festa... Noitadas durante a semana são sempre mais gostosas em janeiro, pois são sinônimas de falta de compromisso, mesmo quando temos que trabalhar no dia seguinte. Parece que em janeiro realmente tudo é novo, e como o novo deve ser descoberto, devemos aproveitar cada dia dele.
Já passamos da metade do mês e estou tentando viver meu janeiro como nunca. Até agora, viajei mais do que todo o ano passado - tudo bem que ano passado não conta, pois passei mais tempo em médicos e hospitais do que qualquer coisa. Mas enfim, o que importa é que estou aproveitando o meu janeiro querido. E espero aproveitar ainda muitos janeiros da minha vida.
A parte chata disso tudo é que só tem janeiro uma vez ao ano. Mas a parte boa é que todo ano tem janeiro. Um abraço!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Post de estréia

Caramba! Desde o ano passado que venho martelando a idéia de ter um blog, mas faltava-me paciência para tal. Até porque eu mesmo não gosto de ficar lendo blog dos outros. E também acho que não há ninguém interessado em ler o que escrevo. Mas meu patrão sempre me incentivou, durante o período em que estive enfermo, a escrever tudo o que eu achasse necessário. Então comecei escrevendo num bloco, depois em um caderno. Foi muito bom, porque de certa forma eu acabava colocando tudo para fora. naquela época somente a tristeza estav ao meu redor. Hoje, com consciência de que tudo o que passei foi apenas uma tempestade na minha vida, inicio este espaço na internet para continuar escrevendo. Falarei sobre o que vier na minha cabeça. Se alguém ler, ficarei feliz. Mas se ninguém ler, sem problemas. Não tenho pretensão de ser famoso e muito menos de me tornar um grande escritor. Quero apenas publicar o que me der vontade. E para começar, vou publicar um texto que escrevi ano passado, e que faz parte do meu perfil do orkut. Acho que já estou sendo pretensioso, mas publico este texto porque todos gostaram muito dele. Não foi nada programado, apenas escrevi o que sentia no momento. Prometo que nas próximas publicações serei mais criativo e publicarei novos textos. Mas como esse é o de estréia, está valendo. Abraços!

"Através dos princípios que me foram ensinados, seja pelos meus pais, seja na escola, aprendi que é possível viver e ser feliz sem passar por cima dos outros. Descobri com minha caminhada de vida - que é pequena, eu sei - que nem todas as pessoas agem como deveriam agir. Ou melhor, como eu acho que elas deveriam agir. E aí descobri que realmente somos diferentes. Que podemos querer o bem dos outros, mas nem sempre os outros vão querer nosso bem. Que honestidade e ética não são qualidades presentes na vida de todos. São amigos, namoros, familiares que nos surpreendem a cada dia com sua ganâncias, seus desejos, seus egos, fazendo de tudo - tudo mesmo - para suas próprias vidas, esquecendo que muitas pessoas os rodeiam e os querem bem. Eu, Felipe Valença, também tenho minhas ambições, meus desejos, meus erros. Sou normal. Mas sei a hora que tenho que parar para não prejudicar aqueles que amo e que tanto gosto. A vida tem me surpreendido bastante, principalmente neste ano de 2008, mas se realmente aqueles princípios que escrevi lá em cima permanecerem comigo, eu tenho certeza que ainda posso vencer. E se eu não vencer, que eu seja um perdedor consciente de que nunca precisei magoar ou agir de forma errada para ser feliz."

Felipe Valença