quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!

Meu Deus, que vergonha! Hoje é o último dia de dezembro e até agora não postei nada. Mas juro que não tive tempo. Sei que é sempre a mesma desculpa, mas dessa vez realmente não tive tempo. Basta olhar meus álbuns no orkut e ver que tive em 7 dias, nada mais, nada menos que 8 festividades para organizar e participar. Juntando com provas, avaliações, reuniões, o resultado foi FALTA DE TEMPO. E olha que assunto não falta. Mas tenho certeza que 2010 vai ser bem mais tranquilo, e com certeza poderei escrever mais. Por sinal, quero contar sobre as dez metas para 2010. Mas isso fica para amanhã, pois hoje eu vou matar as últimas saudades de 2009.
Feliz Ano Novo!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

"Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais"

Desde muito cedo aprendi que nada na vida é de graça. Tudo tem seu preço. Meus pais me ensinaram que para eu conseguir as coisas eu teria que batalhar, e batalhar muito. Vi meus irmãos começarem a trabalhar cedo e não passou muito eu já trabalhava para poder ter as minhas coisas, para poder construir a minha vida, enfim, para me manter. Vejo tudo isso como um reflexo daquilo que meus pais viveram no passado. Minha mãe, com minha idade, já tinha 3 filhos: Rodrigo, Leandro e eu, e junto com meu pai, apenas um ano mais velho que ela, já sustentavam uma casa. Fico imaginando o quão difícil deve ter sido para os dois essa transformação na vida deles. Não consigo imaginar a minha geração vivendo da maneira que eles viveram. Hoje as meninas engravidam, permanecem na casa dos pais, continuam os estudos, as baladas, a vida normal. São os avós que tornam-se os responsáveis pela criação dos netos, pois os seus filhos não devem perder o melhor da vida: a juventude. Juventude essa que meus pais e muitos outros pais perderam para seguirem as regras de uma sociedade que não permitia mães solteiras, jovens desempregados, viagens de intercâmbio, faculdades particulares, noitadas e baladas em pleno dia da semana. Juventude essa que teve que aprender cedo a construir sua própria vida sem ajuda dos pais, sem poder acordar um pouco mais tarde porque todo dia “era dia de branco”. Juventude essa que meus pais viveram e que, por algum motivo, acharam que eu também deveria viver.
Estou com 26 anos, mas muitas vezes me sinto um homem de 40 anos, com muitas responsabilidades. Trabalhar de segunda à segunda, quase sempre sem folga, muitas vezes me desanima. Fico me perguntando porque não fui criado como muitos jovens – jovens esses que me rodeiam no trabalho, na minha vizinhança, e até mesmo na minha família –, que não têm compromisso com nada, mas que sempre têm dinheiro na carteira, estão sempre com roupa da moda, corpo sarado, na balada, acompanhados de pessoas bonitas e sempre sorrindo nas fotos. Despreocupados com o mundo, preocupados apenas com a próxima festa.
Não estou reclamando da criação que meus pais me deram, muito pelo contrário, sou muito grato por tudo. Sou responsável, honesto, independente. Mas gostaria de ter vivido mais minha juventude. Por mais que eu tente, não adianta, eu sempre estou trabalhando, estudando, tentando melhorar minha vida. Cinco empregos não me bastam, ainda não faço o que quero de verdade. Ou até faço, mas não da maneira que sonhei. Me julgam quando eu saio com os amigos, me julgam quando eu organizo festas, me julgam se eu perco meu tempo falando bobeiras ou batendo papo no telefone, mas nunca me julgam quando saio para trabalhar, quando perco meu tempo em um engarrafamento voltando do trabalho, quando organizo um evento para ajudar minha Igreja ou quando gasto meu telefone celular ligando para os alunos do curso. É uma lamentação? Sim, é uma lamentação. E daquelas que só quem está escrevendo sabe ao certo explicar. É uma lamentação daquelas que incomoda a mente, o físico e o coração. É uma lamentação verdadeira, de quem quer mudar, quer viver e percebe que o tempo está passando e nada está sendo feito para que as coisas se modifiquem. Só agora estou aprendendo a dizer não, só agora estou decidindo como quero viver realmente. Acho que chegou minha vez. Que não seja tarde demais.

“Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.”

domingo, 4 de outubro de 2009

O tempo é o senhor da razão.

O tempo é o senhor da razão.
Essa sorte que muitas vezes aparece no meu perfil do orkut resume muitos momentos da minha vida. Somente o tempo realiza sonhos, apaga as tristezas, refaz os elos perdidos, reencontra os amores. Somente o tempo nos mostra as verdadeiras consequências dos nossos atos, nossas atitude tomadas com - ou sem - razão.Uma vez te escrevi que "os amores passam, mas as amizades permanecem". Não sei se era amor, amizade ou os dois. Acontece que os dois passaram e nenhum permaneceu. Talvez o tempo já tenha encerrado essa história que eu insisto tanto em reescrever, mesmo que seja por uma bela amizade de alguém que foi muito importante para mim. Já me justifiquei pelos meus erros, mas sei que também tive muitos acertos; por isso sempre achei que tinha direito a uma nova chance (pelo menos de amizade). Vi que não tenho direito a nada. Não porque eu não queira ou porque você também não queira. Simplesmente porque o tempo é o senhor da razão.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Acho que é possível perceber que eu não sou um bom cumpridor de promessas, ? Tinha prometido postar notícias sobre os preparativos para a minha festa de aniversário, mas só hoje voltei a escrever aqui no blog. Que feio! A verdade é que ando muito sem tempo e isso está me chateando. Não costumo utilizar os meios de comunicação que possuo para reclamar da vida, mas como o blog é meu, é pessoal, acho que tenho esse direito. Eu nunca estive tão insatisfeito com a vida como estou agora. E olha que não tenho muito do que reclamar: trabalho na profissão que escolhi, os cursos de informática que coordeno estão funcionando muito bem, atuo na minha escola de samba como diretor de imprensa, além de organizar a minha grande paixão que é a Festa Friends. Tenho amigos sensacionais, uma família maravilhosa e não posso reclamar da minha condição financeira. Todos os ingredientes para uma vida perfeita. Mas alguma coisa anda me incomodando e o pior é que não descobri o que é. Sinto-me desmotivado, cansado, "de saco cheio"... Parece que por mais que eu faça tudo que eu gosto, ainda não me sinto completo. Estou sempre com a sensação de que está faltando algo. E olha que nem tempo tenho para encaixar mais nada nessa vida que levo. Um dos motivos de não postar com frequência neste blog é essa bendita falta de tempo. E essa falta de tempo é justificado pelas inúmeras tarefas que cumpro e que não me permitem parar. Conversei sobre isso com minha psicóloga - desde que saí do hospital, no ano passado, que frequento um consultório psicológico. Ela me disse que me vê como uma grande fonte de criatividade sendo utilizada de forma errada, ou melhor, não sendo utilizada. Tive que concordar com ela. Tenho planos, desejos, metas, mas falta-me alguma coisa para que eu possa fazer essa fonte jorrar. E acho que isso é que vem me deixando tão desmotivado. Espero estar mais animado quando postar mais um texto no blog. Até lá, fico pensando no que devo fazer para melhorar meu astral. Abraços!

sábado, 5 de setembro de 2009

Preparativos para festa de aniversário


Há muito tempo que eu não andava tão ansioso com uma festa como estou com aquela que vai celebrar os meus 26 anos de vida. Olha que eu preparei o aniversário de 2 anos da Festa Friends com muito carinho, mas estou muito mais apreensivo com o que vai rolar no meu aniversário. Pela primeira vez vou festejar meu aniversário dentro da Festa Friends, e estou bastante feliz de ver a mobilização da equipe em torno desta festividade. Conseguimos reunir em um elenco as grandes estrelas da festa; minha família vai estar presente e meus amigos também. Acho que tem tudo para dar certo.
Ainda falta 1 semana, mas o tempo passa rápido demais. Hoje começamos a logística da festa. Bebidas e parte da comida já foram compradas - pela primeira vez a festa será com bebida e comida liberada e não abriremos a bilheteria, pois só convidados poderão entrar.
Para me aclamar um pouco, aluguei com o Thiago e o Estênio, uma casa em Rio das Ostras. teremos também a companhia do Junior, que ficará conosco nesse feriadão. Acho que só assim ficarei mais tranquilo com a festa, ou talvez não, risos.
Durante a semana continuo contando sobre os preparativos.
Abraços!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O tesouro da minha infância

Ontem resolvi cumprir uma promessa que tinha feito há mais de um ano, quando estava internado. Recordo-me muito bem que rezei e prometi a Deus que se eu saísse bem do hospital eu doaria minha coleção de revistas em quadrinhos (gibis) para o Orfanato Santa Rita de Cássia, na Praça Seca. Depois de todo esse tempo, tomei coragem, coloquei as revistas em uma caixa e entreguei no orfanto. Não vou dizer que foi fácil, pois não foi. Muito pelo contrário, foi bem difícil. Mas já estava na hora de me desfazer de mais uma grande lembrança da minha infância. Quantas idas ao jornaleiro, sempre buscando as novidades. As da Turma da Mônica sempre foram as minhas preferidas, mas não posso me esquecer da coleção completa da "Tiny Toon" e "Chaves e Chapolin", ambas da Editora Globo. Tive o prazer de ter a coleção completa das duas, desde a edição número um até a última edição publicada. Gibizinhos nem tenho o número certo de quantos tive. No total, foram doadas mais de 1500 revistas, algumas ainda lacradas pois quando eu era assinante da Turma da Mônica costumava receber duplicatas e nem abria algumas. Nessa leva foram algumas relíquias como a edição número 1 de "X-Men", da Editora Abril e edições históricas da Turma da Mônica. Também havia revistas estranhas como as da Angélica, publicadas pela Bloch Infanto Juvenil e até mesmo revistas de terror, também da Bloch. Disney, Os Trapalhões, Marvel e DC Comics, até Gugu Liberato e Dominó, tudo o que era gibi eu tinha. Agora não fazem mais parte do meu quarto, apenas do meu coração. Minha infância foi entregue às crianças do Orfanato Santa Rita de Cássia. Que elas possam ser felizes como eu fui no meio de tantas histórias que as tirinhas das revistas me proporcionaram durante anos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Apenas obrigado!

Há umas semanas atrás eu estava muito triste. O pior é que eu não sabia ao certo o motivo da minha tristeza. Na realidade, acho que nem tinha motivo, era mais um sentimento de melancolia. Até que um furacão passou e eu fiquei repleto de atividades que me fizeram deixar a tristeza de lado. Nem pensava em coisas triste, pois não tinha tempo para pensar. Vi então que o meu trabalho era o motivo desse esquecimento, era o furacão que passava em minha vida.
Nunca fui homem de fugir de trabalho, mas confesso que me facilita muito exercer a profissão que sempre sonhei para mim: ser professor. Atuo nesta profissão desde 2005, e sempre fui muito realizado. Mas estou em uma fase da minha profissão que qualquer inconveniente, qualquer problema, qualquer motivo de desânimo desaparece quando entro na escola, ou melhor, nas escolas em que trabalho e me deparo com o sorriso de um aluno. Descobri que o grande retorno do professor é o aluno. É claro que o salário é importante, mas cada vez mais tenho certeza que a realização profissional é o grande trunfo na nossa carreira.
Me chateia quando amigos e familiares que são professores há bastante tempo tentam me desestimular, falando que eu tenho que "sair dessa", trabalhar em outra área. Acho que cada um tem o direito de expressar a sua opinião, mas não é necessário desestimular os outros. Não está satisfeito, corra atrás de outra coisa.
Também não posso tampar meus olhos e falar que ser professor é a maior maravilha do mundo. É simplesmente uma opção, talvez um dom... Professores que simplesmente entram em sala e dão aulas sem envolvimento com o trabalho são apenas técnicos, não poderiam ser chamados de professores. Porque professores são aqueles que sorriem com boas notas, que se chateiam com notas baixas, que se entristecem quando um aluno não está presente na aula, que se importam com a conduta do aluno. Professores de verdade não ensinam apenas, mas se envolvem com seus alunos na grande labor da convivência na escola e na vida.

Dedico este post aos meus amigos professores e aos meus alunos do Colégio Santamarinha e do Centro Educacional Souza Madeira, além dos meus ex-alunos do Colégio Guarany.
Obrigado pela oportunidade de estar ao lado de vocês!

sábado, 6 de junho de 2009

Dance como se ninguém estivesse olhando

"Dance como se ninguém estivesse olhando". Com essa frase eu consegui motivar diversos pais, na festa junina da de um dos colégios que trabalho, a dançarem. Isso ainda está na minha cabeça, porque foi há menos de 10 horas atrás. Ouvi essa frase num vídeo motivacional que acabei usando em reunião. Ouvi e gostei.
O dançar como se ninguém estivesse olhando é muito mais do que se esbaldar numa pista de dança ao som do hit do momento. É viver intensamente tudo aquilo que você pode viver. Ou que você quer viver. Ui, que confuso... Deixa eu ser mais claro: faça o que você quer fazer. Sem pressa, sem atropelar os outros, sem magoar, sem desonestidade... mas faça! E delicie-se com a sensação de um sorriso espontâneo, com o dever de tarefa cumprida, com a vibração positiva de que tudo está certo, com o alívio de ter cumprido sua missão (mesmo que a missão seja comer uma pizza sozinho durante uma dieta rigorosa).
Esqueça que os outros estão te olhando. Se você se acha criança demais para soltar pipa, mas está com vontade, solte pipa! Se quer brincar, cantar no banheiro, andar de patins, brinque, cante, ande! Pare de pensar somente nas consequências; pense também em você. Muitas vezes você irá arrancar aplausos dos outros por causa das suas atitudes, mas por dentro estará vaiando-se a si mesmo. Então, aplaude a si mesmo e ignore as vaias dos outros. Se você não magoar ninguém, estará no lucro.
Depois do que falei, os pais dançaram. Não repararam que olhávamos para eles. Apenas dançaram... como se ninguém estivesse olhando.

quarta-feira, 20 de maio de 2009


Há mais ou menos 2 meses atrás prometia que minha presença nesse blog seria mais frequente, mas pelo que podemos ver, não foi. Sumi mesmo, né?Acho que não há justificativas para tanta demora em postar neste espaço. Se arranjo tempo para tantas outras coisas, por que não arranjar tempo para escrever?

Bem, não vou ficar arranjando justificativas para o motivo de minha ausência; vou logo ao que interessa.

Essa última semana foi muito interessante para mim. Sou uma pessoa que respeita muito o simbolismo das coisas. Dou muito valor a um anel, quando este representa algo, ou mesmo a uma frase ou data. E nesse caso, em especial, falo da data que desde semana vem me fazer lembrar de um episódio importante da minha vida.

Ano passado, exatamente nesse horário, eu retornava à minha casa depois de uma internação em hospital público. Não gosto muito de comentar sobre tudo o que vivi em 2008, mas hoje realmente é um dia muito importante para mim, pois faz 1 ano que inicie minha recuperação. Quem me vê hoje nem acredita que estive muito mal. Voltei a trabalhar, estou numa nova etapa da minha vida. Me sinto mais saudável e muito mais maduro para assumir e superar as responsabilidades e dificuldades da vida. Ainda me lembro de chegar em casa sem conseguir andar direito, sentir aquele cheiro de tinta fresca (enquanto eu estava internado a casa estava sendo reformada), o gosto salgado da comida (na realidade a comida não estava salgada, eu é que estava com o paladar meio estranho por causa dos remédios)... Lembro de ter que andar de bengala, de ir à missa de corpus Christi e receber o abraço carinhoso de todos os amigos. O nome disso é superação.

Superei as dificuldades, as inconveniências da vida, a incompreensão das pessoas, e assim aprendi a olhar a vida com outros olhos. Hoje vejo que Deus só dá a cruz aos que podem carregá-la. Eu carrego a minha.


OBS.: Tinha prometido que neste post eu colocaria uma imagem sobre a minha vida. Quando eu estava internado, eu deixei de ir a Juiz de Fora. Por coincidência, um ano depois, estive em Juiz de Fora com amigos. Então, fica a imagem desta minha viagem. (Legenda: Junior, Estênio e eu, na porta do Santa Cruz Shopping, em juiz de Fora - 16/05/2009 - Ah, o Thiago não saiu porque ele era o fotógrafo)


terça-feira, 10 de março de 2009

Voltando

E como o tempo pssa rápido... Já faz mais de um mês que não escrevo neste espaço. Parece até que esqueci que possuo um blog. Na realidade, é que voltei a trabalhar, e foi tudo tão rápido e inesperado, que acabei arranjando dois empregos novos no mesmo dia e ficando nos dois.
Conciliar dois colégios e coordenador um curso de informática pode até não ser tão difícil, mas requer tempo e disponibilidade. Como me propus, desde que me recupereri, que jamais acumularia muitas tarefas, resolvi apenas assumir aquilo que é possível nas 24 horas diárias que possuo. Como o blog é algo que não tem data e horário certo, deixo como uma opção mais tranquila. Pode até parecer descuido com os amigos e amigas que circulam por aqui, mas acho que todos me compreendem.
Ainda sobre o blog, observei que o título dele é "Em pensamentos e imagens", mas até agora só postei pensamentos; imagens até agora, só na minha imaginação. Então, prometo que meu próximo post, que será o mais breve possível, terá uma imagem ou um vídeo.
Um grande abraço!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Incertezas

No último domingo, dia 01 de fevereiro de 2009, fez um ano que comecei a ter problemas de saúde e descobri que estava realmente muito debilitado. Hoje, um ano após essadata, ainda passa pela minha cabeça todos aqueles problemas vividos no ano passado, desde os mais de 100 dias defebre ininterruptos até a minha internação, passando pelas fortes dores abdominais e a descoberta de tumores no intestino.
Confesso que nestes dias ando meio triste, preocupado e pensativo. Parece que fico esperando, ou melhor, acreditando que algo de ruim venha a acontecer de novo. Por mais que acredite no meu tratamento e, principalmente, em Deus, sempre há aquele receio de sentir dor, de sofrer.
Até agora nada demais aconteceu, a não ser um pouco de ansiedade. Acho que nada de ruim acontecerá; é apenas o psicológico que interfere sempre nesses momentos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Amor X Chuva ou Chuva X Amor: Você escolhe

É final de férias. O sol nervoso, querendo aparecer, mas as nuvens não permitem tal façanha. O ar torna-se abafado e o calor, insuportável. Começou a chover. Aquela chuva que mais esquenta do que refresca. Lá se foram meus planos. Todos os dias, quando resolvo fazer alguma coisa diferente, a chuva vem e me atrapalha. Antes que me perguntem se sou de açúcar, explico que nesse momento é inviável tomar um banho de chuva. Minha saúde ainda não permite tal prazer. E enquanto espero a chuva passar, escrevo, penso, imagino, reflito. Seriam os amores passageiros como a chuva? Ou seria a chuva passageira como os amores?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Crônica: Quem ama não espera

Formavam um casal exemplar. Todos olhavam com orgulho aquele relacionamento cheio de carinho, amor e cumplicidade. Onde um estava era certo encontrar o outro. Assim ficaram por anos, até que pelos percalços da vida, tudo desandou.
Tentaram diversas reconciliações, mas nada dava jeito. Porém, permaneciam juntos, mesmo com muitas traições, falta de companheirismo, brigas. Alguma coisa ainda os unia. Alguém tinha que tomar uma decisão, e ela foi tomada: recomeçar. Um estava disposto a esquecer tudo e ser feliz; o outro sabia que, apesar de tudo, ainda se amavam, porém achava que não daria mais certo.
Ficaram muito tempo nessa enrolação, mas não se largavam. Mas não voltavam ao ser o que era antes. Até que aquele que queria recomeçar quis dar uma solução: ou seria feliz com o amor da sua vida ou iria buscar a felicidade em outro lugar. Nada mais justo, afinal, quem ama não espera. E essa espera já tinha deixado marcas profundas demais.
Dessa vez a decisão estava na mão daquele que tinha medo de voltar, pois achava que não daria certo. O que ele decidiu? A razão? O coração? O medo? A incerteza?
Tempos depois, o sorriso brilha no rosto de cada um. A felicidade é perceptível na fala, nos gestos, enfim, na vida deles. Mas estão juntos? Somente o interior de cada um deles poderá nos dizer.

Felipe Valença dos Santos Corrêa - RJ, 26/01/2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Em trânsito

É engraçado como a vida nos prega surpresas. O mês do ano que mais gosto é janeiro. Nunca soube explicar ao certo o motivo de gostar tanto do primeiro mês do ano, mas é incontestável que ele tem algumas qualidades que nenhum outro tem: a molecada na rua (meninos sem camisa, soltando pipas, e as meninas com suas sensualidades, tendo o verão como pano de fundo); a alegria de ser um mês de férias, pelo menos escolares; e é claro, a esperança de renovação, mesmo sabendo que com a entrada de um novo ano as contas continuam, os problemas também. Janeiro é sempre janeiro. É praia, é sol e chuva, é festa... Noitadas durante a semana são sempre mais gostosas em janeiro, pois são sinônimas de falta de compromisso, mesmo quando temos que trabalhar no dia seguinte. Parece que em janeiro realmente tudo é novo, e como o novo deve ser descoberto, devemos aproveitar cada dia dele.
Já passamos da metade do mês e estou tentando viver meu janeiro como nunca. Até agora, viajei mais do que todo o ano passado - tudo bem que ano passado não conta, pois passei mais tempo em médicos e hospitais do que qualquer coisa. Mas enfim, o que importa é que estou aproveitando o meu janeiro querido. E espero aproveitar ainda muitos janeiros da minha vida.
A parte chata disso tudo é que só tem janeiro uma vez ao ano. Mas a parte boa é que todo ano tem janeiro. Um abraço!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Post de estréia

Caramba! Desde o ano passado que venho martelando a idéia de ter um blog, mas faltava-me paciência para tal. Até porque eu mesmo não gosto de ficar lendo blog dos outros. E também acho que não há ninguém interessado em ler o que escrevo. Mas meu patrão sempre me incentivou, durante o período em que estive enfermo, a escrever tudo o que eu achasse necessário. Então comecei escrevendo num bloco, depois em um caderno. Foi muito bom, porque de certa forma eu acabava colocando tudo para fora. naquela época somente a tristeza estav ao meu redor. Hoje, com consciência de que tudo o que passei foi apenas uma tempestade na minha vida, inicio este espaço na internet para continuar escrevendo. Falarei sobre o que vier na minha cabeça. Se alguém ler, ficarei feliz. Mas se ninguém ler, sem problemas. Não tenho pretensão de ser famoso e muito menos de me tornar um grande escritor. Quero apenas publicar o que me der vontade. E para começar, vou publicar um texto que escrevi ano passado, e que faz parte do meu perfil do orkut. Acho que já estou sendo pretensioso, mas publico este texto porque todos gostaram muito dele. Não foi nada programado, apenas escrevi o que sentia no momento. Prometo que nas próximas publicações serei mais criativo e publicarei novos textos. Mas como esse é o de estréia, está valendo. Abraços!

"Através dos princípios que me foram ensinados, seja pelos meus pais, seja na escola, aprendi que é possível viver e ser feliz sem passar por cima dos outros. Descobri com minha caminhada de vida - que é pequena, eu sei - que nem todas as pessoas agem como deveriam agir. Ou melhor, como eu acho que elas deveriam agir. E aí descobri que realmente somos diferentes. Que podemos querer o bem dos outros, mas nem sempre os outros vão querer nosso bem. Que honestidade e ética não são qualidades presentes na vida de todos. São amigos, namoros, familiares que nos surpreendem a cada dia com sua ganâncias, seus desejos, seus egos, fazendo de tudo - tudo mesmo - para suas próprias vidas, esquecendo que muitas pessoas os rodeiam e os querem bem. Eu, Felipe Valença, também tenho minhas ambições, meus desejos, meus erros. Sou normal. Mas sei a hora que tenho que parar para não prejudicar aqueles que amo e que tanto gosto. A vida tem me surpreendido bastante, principalmente neste ano de 2008, mas se realmente aqueles princípios que escrevi lá em cima permanecerem comigo, eu tenho certeza que ainda posso vencer. E se eu não vencer, que eu seja um perdedor consciente de que nunca precisei magoar ou agir de forma errada para ser feliz."

Felipe Valença